MCC Algarve

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Movimento dos Cursilhos de Cristandade

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Memória e missão

História do Movimento dos Cursilhos de Cristandade

Das origens em Maiorca à presença do MCC no mundo.

Uma viagem pela memória viva do Movimento, seguindo os passos, as intuições, os encontros e os sinais de Igreja que ajudaram a fazer florescer os Cursilhos de Cristandade.

A ler Capítulo VIII — Nova Evangelização – O MCC e o Terceiro Milénio

Capítulo VIII 8/9

Nova Evangelização – O MCC e o Terceiro Milénio

O desafio de evangelizar os ambientes no tempo presente, com fidelidade ao carisma original.

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Papa Francisco a falar ao microfone, símbolo de anúncio e evangelização.
Papa Francisco a falar ao microfone, símbolo de anúncio e evangelização.

A entrada no Terceiro Milênio encontrou o Movimento de Cursilhos de Cristandade (MCC) em plena maturidade e expansão global. Chamado a responder aos novos desafios pastorais do nosso tempo, o MCC integrou-se com entusiasmo na Nova Evangelização proposta por São João Paulo II: uma evangelização “nova no ardor, nos métodos e na expressão”.

João Paulo II: Uma Voz Profética

Em diversas ocasiões, o Papa João Paulo II reconheceu publicamente o valor do MCC como instrumento privilegiado de evangelização no mundo moderno. Na III Ultreya Mundial, celebrada em Roma no Ano Jubilar de 2000, dirigiu-se a milhares de cursilhistas com palavras cheias de esperança: “Aceitai sem medo este desafio que o nosso tempo vos lança para a nova evangelização”. Destacou ainda a capacidade do MCC em tocar os corações dos afastados, despertando neles o desejo de reencontrar-se com Cristo.

Reconhecimento Canônico

Em 2004, a Santa Sé concedeu ao MCC o reconhecimento canônico internacional como associação de fiéis de direito pontifício. Através do Pontifício Conselho para os Leigos, os estatutos do Organismo Mundial de Cursilhos de Cristandade (OMCC) foram oficialmente aprovados. Esse gesto confirmou a missão eclesial do movimento e reforçou sua presença na pastoral da Igreja universal.

Fidelidade ao Carisma

No mesmo espírito, em 2013 foi publicada a 3ª edição do livro “Ideias Fundamentais do MCC”, reafirmando o carisma original de Eduardo Bonnín e atualizando a linguagem e os métodos à luz dos tempos modernos. Esta atualização doutrinal, aprovada num Encontro Mundial na Austrália, reafirma que o MCC continua fiel às suas raízes, mas atento aos sinais dos tempos.

Papa Francisco: Uma Igreja em Saída

Durante a 3ª Ultreya Europeia, celebrada em Roma em 2015, o Papa Francisco recebeu cursilhistas de 11 países e renovou o seu apoio ao movimento. Convidou todos a viverem o MCC como caminho de evangelização alegre e compassiva, frisando que “a Igreja é uma mãe de coração aberto, que acolhe todos, sobretudo os que têm dificuldade em viver a fé”. Francisco também sublinhou que a amizade – eixo central do MCC – deve abrir-se a todos, e não se limitar a pequenos círculos de afinidade.

Evangelizar os Ambientes

A missão essencial do MCC sempre foi fermentar os ambientes com o Evangelho. No Terceiro Milênio, essa missão torna-se ainda mais necessária. Universidades, locais de trabalho, famílias, redes sociais, comunidades esquecidas – todos precisam de cristãos autênticos que, com alegria e convicção, levem a boa nova do amor de Deus. Os Cursilhos são uma resposta concreta a esse apelo da Igreja: formar homens e mulheres que, tocados por Cristo, toquem o mundo.

Formação, Acompanhamento, Perseverança

O MCC investe cada vez mais na formação de líderes, através das Escolas Vivenciais; na pastoral de acompanhamento dos “quarto dia”; e na criação de estruturas sólidas para garantir perseverança e maturidade cristã. O testemunho de vida, vivido em comunidade, torna-se o método evangelizador por excelência – mais eficaz do que discursos, mais duradouro do que eventos isolados.

Neste novo tempo, o MCC permanece fiel à sua vocação de “proclamar o kerigma a cada pessoa concreta, onde quer que ela esteja”. Assim, o movimento segue contribuindo com entusiasmo para a missão evangelizadora da Igreja no século XXI.

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